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Publicado em 24/01/2018

FIADOR: UMA EXIGÊNCIA NECESSÁRIA?

Desde os primórdios do capitalismo, se estabeleceu a noção de que qualquer negociação precisa se cercar de garantias e no caso de aluguel de imóveis, não é diferente, sendo a figura do fiador, um dos maiores problemas para quem quer alugar sua próxima residência. Isso porque, no fundo, quando se analisa um contrato padrão, percebe-se que quem realmente assume a responsabilidade é o fiador. Não por acaso, é muito difícil encontrar um quando se precisa. Justamente por isso, muitas pessoas tem dificuldades sérias para conseguir assinar o contrato, por não disporem de um fiador, principalmente, quando se trata de imóvel em uma nova cidade, porque, muitas vezes, exige-se que o mesmo, tenha propriedades na região, para servir de garantia. Como isso é obviamente raro, nos últimos anos vem surgindo algumas alternativas, visando facilitar a vida de todos os envolvidos, incluindo os proprietários. A principal destas opções, é o seguro fiança, que equivale a um depósito antecipado, sob guarda da imobiliária, no valor de alguns meses de aluguel – em geral, de três a seis; dependendo das circunstâncias. Pode parecer um valor alto, mas, há inúmeras vantagens neste procedimento, sendo o fato de dispensar a figura do fiador, a principal delas. Porém, há outras duas vantagens para inquilinos, nem sempre percebidas facilmente. Primeiro, que não se trata apenas de uma garantia para o proprietário, mas, também, para o inquilino, na medida em que, qualquer dificuldade financeira temporária, pode ser coberta pelo seguro. Segundo, que na devolução do imóvel, por mais que se tenha cuidado de sua manutenção, sempre haverão pequenos reparos, no mínimo, uma pintura e desta forma, o seguro acaba funcionando como uma poupança para esta despesa inevitável. É claro que, para funcionar adequadamente, o seguro fiança exige a intermediação de uma imobiliária, funcionando como uma camada extra de garantias na gestão dos recursos.